A guerra no Médio Oriente e a crise energética não vão mudar nada na proposta franco-neerlandesa pela TAP.

A garantia foi dada esta quinta-feira pela Air France-KLM.

“Nesta altura, não”, disse o administrador financeiro do grupo esta quinta-feira numa chamada com jornalistas.

Steven Zaat considerou também como “positivo” a saída da IAG da corrida e a passagem de três para dois concorrentes, mas considerando que nada muda na proposta que a companhia pretende apresentar.

A AFKLM e a alemã Lufthansa são as duas únicas companhias na corrida à privatização de 45% da TAP, depois de a IAG ter rejeitado apresentar uma proposta não-vinculativa. As duas ofertas já foram aceites pelo Governo, com as duas companhias a terem agora até ao início de julho para apresentarem as propostas vinculativas.

O grupo apresentou hoje os resultados do primeiro trimestre, tendo registado um prejuízo de 287 milhões de euros, abaixo dos 292 milhões registados há um ano.

A companhia não foi afetada pelas subidas dos preços dos combustíveis no primeiro trimestre, por causa da guerra, devido à sua política de ‘hedging’, compra antecipada de combustíveis para prevenir flutuações.

As suas receitas subiram mais de 4% para 7,5 mil milhões de euros, com mais passageiros transportados.

Para este ano, a fatura de combustível deverá disparar em 2,4 mil milhões de dólares face a 2025 para 9,3 mil milhões.

“Num contexto geopolítico altamente volátil demonstrámos resiliência e agilidade na nossa rede”, disse o presidente Benjamin Smith esta quinta-feira, destacando os esforços de repatriamento realizados pela empresa após o início da guerra.