O Kuwait está sob ataque de “mísseis e drones hostis”, anunciou hoje o exército do emirado, enquanto no Bahrein soaram sirenes de alerta aéreo, após os Estados Unidos terem anunciado novos bombardeamentos contra o Irão.

“As defesas aéreas do Kuwait estão a repelir ataques realizados por mísseis e drones hostis”, escreveu o exército num comunicado oficial.

No Bahrein, país que alberga uma importante base naval norte-americana, soaram sirenes de alerta aéreo, segundo o Ministério do Interior, que pediu aos residentes que “mantivessem a calma e se dirigissem para o local seguro mais próximo”.

Os EUA atacaram “vários alvos” no Irão, no sábado, em resposta a um ataque a um navio próximo do estreito de Ormuz. De acordo com o Comando Central do Exército dos EUA (Centcom), as forças norte-americanas efetuaram ataques aéreos contra “infraestruturas de vigilância militar iranianas, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, instalações de armazenamento de drones e meios de colocação de minas”.

O Centcom afirmou que “o tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz continua” apesar dos novos ataques. Os meios de comunicação iranianos noticiaram diversas explosões nas regiões de Sirik e Qeshm, no sul do país.

Estes ataques ocorreram depois de o Irão ter atacado com um drone unidirecional o petroleiro Kiku, de bandeira panamiana, que transportava mais de dois milhões de barris de petróleo no estreito de Ormuz. O navio partiu de um campo petrolífero do Qatar e estava a caminho de um porto nos Emirados Árabes Unidos, localizado no golfo de Amã.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no sábado que o Irão “deixará de existir” se os EUA decidirem retomar a guerra contra o país, acusando Teerão de violar o cessar-fogo. “Os aviões norte-americanos acabaram de atacar depósitos de mísseis e drones iranianos, bem como estações de radar costeiras, por violarem, MAIS UMA VEZ, o acordo de cessar-fogo!”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

No sábado, o Governo do Bahrein indicou que foi atacado por “vários drones iranianos”, numa violação ao memorando de entendimento assinado entre o Irão e Estados Unidos, apesar de Teerão ter assegurado que o alvo eram “bases norte-americanas”.