O Japão vai reforçar a Agência de Serviços de Imigração com 226 novos funcionários, para intensificar a luta contra a imigração ilegal e agilizar os processos de avaliação dos imigrantes, anunciou hoje o ministro da Justiça, Hiroshi Hiraguchi.
Dos novos funcionários, 176 são inspetores de imigração e 50 agentes de segurança. O Governo espera concluir as contratações antes do final do atual ano fiscal, em março de 2027, informou a agência de notícias japonesa Jiji.
No final de 2025, o Japão registou um recorde de mais de quatro milhões de residentes estrangeiros, o que, aliado ao aumento sem precedentes do turismo após a pandemia do coronavírus, gerou um debate nacional sobre o impacto na convivência e alimentou a ascensão de partidos xenófobos, como o Sanseito.
O Governo da conservadora Sanae Takaichi implementou medidas contra o excesso de turismo e tornou mais rigorosos alguns requisitos para o pedido de vistos, o que suscitou preocupação entre os empresários estrangeiros, que poderão não conseguir fazer face aos novos custos.
De acordo com a Agência de Serviços de Imigração japonesa, os pedidos de visto de negócios caíram 96% desde outubro passado, quando foi aprovada uma revisão da regulamentação que obriga as novas empresas a dispor de um capital mínimo de 160 mil euros, contra os 25 mil anteriores.
Exige-se também um domínio avançado da língua japonesa e a necessidade de ter, pelo menos, um escritório e um funcionário a tempo inteiro residente no arquipélago.
O Governo de Takaichi também aumentou os custos de renovação dos vistos e tornou mais rigorosos os requisitos para solicitar a residência permanente, entre outras medidas.