A Metro do Porto lançou um concurso público internacional para a subconcessão da operação e manutenção do sistema de Metro Ligeiro da Área Metropolitana do Porto, visando assegurar a continuidade de um serviço de elevada qualidade aos passageiros. Em comunicado oficial, a empresa destaca que “o concurso público internacional, em regime de parceria público-privada (PPP), prevê um contrato com duração de oito anos e um preço base de 690 milhões de euros”.
Este montante será integralmente financiado por receitas próprias do sistema, não implicando quaisquer encargos financeiros para o Estado, conforme especifica o comunicado. Os concorrentes terão um prazo de 90 dias para entregar as suas propostas, estando a entrada em vigor do novo contrato prevista para abril de 2027.
Com a manutenção do regime de PPP, “a futura subconcessão permite salvaguardar a marca estratégica do setor público, combinando a competência e especialização do setor privado, aplicando padrões de eficiência, fiabilidade, segurança e sustentabilidade que têm caracterizado a operação da Metro do Porto”.
A empresa sublinha que o objetivo é garantir uma resposta cada vez mais eficaz às necessidades diárias de mobilidade da população, reforçando um serviço que liga pessoas, territórios e oportunidades. A próxima etapa da exploração terá de acompanhar a expansão da rede, incluindo as futuras Linhas Rosa, Rubi, Gondomar e Trofa, e dar resposta ao aumento da procura dos passageiros.
Este concurso “representa mais um passo no compromisso do Governo com um transporte público moderno, sustentável e centrado nos passageiros, contribuindo para a promoção da mobilidade sustentável e para a melhoria da qualidade de vida na Área Metropolitana do Porto”.
“O lançamento deste concurso em regime de PPP representa um passo estratégico para garantir a continuidade de um serviço de transporte público de elevada qualidade, preparado para a expansão da rede e para responder ao aumento da procura. Continuamos a investir numa mobilidade mais eficiente, sustentável e centrada nas pessoas”, afirmou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, citado no comunicado.