Depois de o ministro Fernando Alexandre ter tranquilizado a comunidade educativa, 92% dos exames estão corrigidos e a cadência está a ser muito elevada, o Ministério da Ciência e Educação (MECI) garante a total integridade do processo de classificação dos exames.
Esta segunda-feira iniciou-se, simultaneamente, um processo de controlo de qualidade para consolidação do processo e validação de que cada exame realizado em papel tem correspondência exata ao seu ficheiro digitalizado, cujo PDF será disponibilizado aos alunos, afirma o MECI em comunicado.
Desde a semana passada está a decorrer um processo normal de verificação de qualidade e validação do sistema de classificação eletrónica das Provas Finais do Ensino Básico (Matemática) e dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, de modo a garantir que os itens entregues aos professores para classificação estão completos e correspondem às respostas dadas pelos alunos.
O MECI considera este procedimento necessário, dado terem sido identificadas folhas de resposta mal digitalizadas, folhas de enunciado ou de continuação de item que não foram digitalizadas, ou provas que não foram inicialmente entregues às forças de segurança para o transporte para a Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM), tendo sido remetidas posteriormente.
Todas estas situações obrigam a um rigoroso processo de verificação das provas e dos exames guardados na INCM e, caso sejam necessários, a contactos com as escolas.
A tutela admite que este controlo de qualidade levou a que em alguns casos os professores classificadores tivessem de repetir a correção já efetuada, mas garante que apesar do transtorno, o mesmo demonstra a importância do processo de validação em curso, para garantir a correção de todas as falhas identificadas e o rigor da avaliação externa.
O MECI lembra ainda que todas as provas depositadas e guardadas na INCM estão anonimizadas, não podendo ser quebrado o anonimato, o que só poderá ser feito nas escolas.
No mesmo local, não decorre qualquer processo de classificação, pelo que a credibilidade do processo não poderia ser afetada por estas atividades de verificação.
Este ano, os exames continuam a ser feitos em papel, mas a sua correção pela primeira vez será feita digitalmente na Plataforma de Classificação e Supervisão. O processo implica que sejam digitalizadas e distribuídas pelos professores para avaliação.
Problemas informáticos atrasaram o processo, que devia ter arrancado a 23 de junho e terminado com a publicação das notas a 14 de julho, prazo adiado para 17 de julho.