O Primeiro-ministro, Luís Montenegro, reconheceu esta terça-feira que existe “margem para fazer mais” na prevenção de incêndios, acolhendo as críticas do líder do PS, António José Seguro. Numa resposta às declarações do socialista, o chefe do Executivo admitiu que algumas medidas estão atrasadas, mas salientou que Portugal está a fazer um “esforço muito, muito grande” nesta área.

“Compreendemos as preocupações do senhor secretário-geral do PS. Há margem para fazer mais e estamos a trabalhar nesse sentido”, afirmou Montenegro, durante uma visita ao Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON) da Proteção Civil.

O primeiro-ministro sublinhou que o país tem “o maior dispositivo de sempre” para o Combate a Incêndios, com mais meios aéreos e terrestres, e que a prevenção tem sido uma prioridade.

“Estamos a fazer um esforço muito, muito grande, com investimentos sem precedentes na limpeza de matas, na criação de faixas de gestão de combustível e na sensibilização da população”, declarou.

Contudo, Montenegro reconheceu que “há sempre aspetos a melhorar” e que o Governo está recetivo a contributos. “A prevenção é um trabalho contínuo e as críticas construtivas são bem-vindas”, acrescentou.

As declarações surgem depois de António José Seguro ter criticado o atraso na execução de algumas medidas de prevenção anunciadas pelo Governo, alertando para o risco de um verão difícil.

O líder socialista também defendeu um reforço do investimento na floresta e na gestão do território, algo que Montenegro diz partilhar.

“Temos de olhar para o longo prazo. A reflorestação com espécies autóctones, a agricultura e o ordenamento do território são essenciais”, afirmou o primeiro-ministro.