O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou esta segunda-feira que a auditoria à Polícia Judiciária (PJ) servirá para desfazer dúvidas e tirar “tudo a limpo”, sublinhando que só assim é possível credibilizar as instituições.
“Eu creio que seria estranho que não houvesse fiscalização, que não houvesse auditorias cujo objetivo é clarificar e detetar desconformidades, se for o caso, ou então comprovar a regularidade daquilo que foram decisões tomadas ao longo dos últimos anos”, declarou, à margem da inauguração da Loja do Cidadão de Fafe, no distrito de Braga.
O chefe do executivo insistiu que, quando há dúvidas, elas devem ser desfeitas, e é isso que o Governo está a fazer “com tranquilidade, serenidade e confiança”. “Espero que todos entendam que é precisamente tirando a limpo tudo aquilo que são situações que têm vindo a público que nós podemos credibilizar as instituições e a vida do país”, reforçou.
A auditoria, que será realizada pela Inspeção-Geral da Justiça, foi pedida pelo atual diretor da PJ e incide sobre obras públicas e contratos entre 1 de janeiro de 2018 e 31 de julho de 2026, abrangendo o final do mandato de Almeida Rodrigues, toda a gestão de Luís Neves e os primeiros meses de Carlos Cabreiro. O Ministério da Justiça não esclareceu os prazos para a conclusão do processo.