
Eduardo Souto de Moura, arquiteto | A+
É a mais alta honra mundial atribuída a um arquiteto em vida: a União Internacional dos Arquitetos decidiu atribuir a Medalha de Ouro a Eduardo Souto de Moura, que será o segundo arquiteto português a receber esta distinção. A Ordem dos Arquitetos, que submeteu a candidatura, definiu esta distinção como um “marco histórico” para a obra de Eduardo Souto Moura, para Portugal e para a Arquitetura Portuguesa. Um justo reconhecimento para um arquiteto com uma “obra maior, disruptiva e intemporal”.
Luís Montenegro, primeiro-ministro | B+
Aí está o tão aguardado PTRR: são 22,6 mil milhões distribuídos por financiamento público e privado que serão geridos por uma agência pública até 2034. Com o verão à porta (com o MAI a prever uma época de incêndios complicada), o plano visa preparar o país para grandes riscos e promove investimentos para que Portugal lide com eventos extremos: tempestades, secas, incêndios, ciberataques e sismos. E por falar em sismos, o chefe do Governo anunciou um seguro obrigatório para habitações e deixou o aviso: o Estado ajuda mas não pode pagar tudo.
João Pedro Aguiar-Branco, presidente da Assembleia da República | B-
Tem toda a razão quando diz que é primordial captar talento para a política e que remédios populistas podem torná-la elitista. Mas perde por completo o pé quando faz uma caricatura das obrigações legais sobre transparência (disse que é preciso declarar informações que não são exigidas por lei) e critica o excesso de transparência exigida aos políticos. Senhor presidente: o escrutínio é inegociável, sobretudo para quem é eleito.
Álvaro Santos Pereira, governador do Banco de Portugal | D
Absolutamente incompreensível como é que alguém com a experiência do atual governador do BdP decidiu reforçar a sua carteira de investimentos quando já ocupava o lugar há dois meses, com a compra de ações da Galp e da Jerónimo Martins. Enviou a declaração de interesses ao BCE e Frankfurt obrigou Álvaro Santos Pereira a desinvestir e a reverter essas transações. A regulamentação é clara e impede esse tipo de operação. Expôs-se sem necessidade.