Em entrevista ao Jornal Económico, Paulo Pereira da Silva, presidente da Renova há 31 anos, falou sobre o sucesso viral da empresa com a linha colecionável de Pokémons na Coreia do Sul, o seu percurso da física teórica à liderança empresarial, e a visão sobre o futuro acelerado pela Inteligência Artificial.
“Se um CEO apresentar agora um plano para os próximos 20 anos é despedido”, afirma, destacando a velocidade das mudanças atuais. O físico de formação alerta para a “aceleração” provocada pela IA e defende uma Europa federal, criticando a fragilidade geopolítica.
Natural de Abrantes, estudou na Suíça e entrou na Renova há 42 anos. Católico, não vê contradição entre ciência e fé. A internacionalização da empresa começou com a invenção do papel higiénico preto, em 2005, inspirado no Cirque du Soleil.
O seu objetivo: “que a Renova seja a marca mais amada, mesmo que não seja a mais comprada”.