O preço médio para a venda de casa fixou-se nos 3.633 euros/metro quadrado em março, o que significou uma ligeira descida de 0,4% face a janeiro (3.649 euros/metro quadrado), com o preço mediano a cair dos cerca de 420 mil para os 413 mil euros, segundo os dados revelados pelo Observatório do Imobiliário do Doutor Finanças.
Já no mercado de arrendamento, o preço médio subiu de 16,03 euros/metro quadrado para 16,13 euros/metro quadrado nos primeiros três meses do ano. “Este não é um sinal de quebra, mas de mudança de comportamento: o mercado está mais seletivo, penaliza ativos sobreavaliados e obriga a mais tempo de decisão por parte dos compradores”, diz Bruno Coelho Administrador Imobiliário, do Doutor Finanças.
No mercado de venda, Lisboa continua a ser o distrito mais caro, com um valor médio por metro quadrado de 5.783 euros (-0,9%), seguida por Faro (4.651 euros/metro quadrado), Madeira (4.372 euros/metro quadrado), Setúbal (4.027 euros/metro quadrado) e Porto (3.625 euros/metro quadrado).
Em sentido inverso, surgem Guarda (752 euros/metro quadrado), seguindo-se Bragança (907 euros/metro quadrado) ou Castelo Branco (990 euros/metro quadrado).
No segmento para arrendar Lisboa regista a renda média mais elevada, com 20,79 euros/metro quadrado, seguida por Faro (16,62 euros/metro quadrado), Madeira (15,92 euros/metro quadrado), Porto (14,06 euros/metro quadrado) e Setúbal (13,64 euros/metro quadrado).
Já os distritos onde é possível arrendar casa por valores mais baixo são os de Vila Real (5,20 euros/metro quadrado), da Guarda (5,24 euros/metro quadrado) e de Viseu (5,27 euros/metro quadrado).
O número de imóveis disponíveis no mercado reduziu 2,6% de janeiro para março, de 75.648 imóveis para 73.683, tendo sido transversal às moradias e apartamentos. Estes dados traduziram-se numa descida de quase 1,6 mil milhões de euros, o que equivale a 3,6%. Ao todo, o stock habitacional vale agora cerca de 43.682 milhões de euros.
O conjunto dos apartamentos vale mais do que as moradias: 24.807 mil milhões vs. 18.875 mil milhões de euros (3,8%) do que nas moradias (3,3%).
“A instabilidade geopolítica, com impacto direto nos mercados energéticos, nos combustíveis e nos custos de produção, devolveu incerteza ao sistema e reacendeu as expectativas de inflação. Quando a incerteza domina, a perceção de risco aumenta rapidamente. O maior bloqueio continua a ser a escassez de oferta, um problema estrutural”, afirma Nuno Leal Co-CEO do Doutor Finanças.