O ex-líder do Partido Socialista, António José Seguro, defendeu a criação de uma “comunidade atlântica ampla”, alertando para as múltiplas ameaças à ordem internacional. Numa intervenção recente, Seguro enumerou vários exemplos de crises geopolíticas que justificam esta proposta.
Entre os casos mencionados, destacou “as ameaças sobre a soberania da Gronelândia e o controlo do canal do Panamá”, referindo-se a tensões territoriais e económicas. Apontou ainda “a intervenção militar em Caracas, na Venezuela”, como um exemplo de ingerência externa. A “invasão da Ucrânia pela Rússia” e “a militarização de ilhas artificiais no Mar do Sul da China” completam o quadro de preocupações apresentado por Seguro.
Para o antigo líder socialista, estas ameaças espalhadas por diferentes regiões do globo exigem uma resposta coordenada e alargada, que vá além das tradicionais alianças. A “comunidade atlântica ampla” proposta por Seguro visa unir países de ambos os lados do Atlântico, incluindo potências ocidentais e nações emergentes, para enfrentar desafios comuns à segurança e à democracia.
A declaração foi feita no contexto de um debate sobre o futuro da NATO e da União Europeia, onde Seguro defendeu uma abordagem mais inclusiva e estratégica para lidar com as novas realidades geopolíticas.