Esta terça-feira foi negativa para os principais mercados europeus e norte-americanos, que foram afetados pelo selloff de empresas tecnológicas da Coreia do Sul.

Este selloff alimentou alguns receios sobre a sustentabilidade da bolha da inteligência artificial (IA), com os investidores a estarem mais atentos e preocupados com as ações neste setor.

“Este movimento reflete a crescente preocupação dos investidores com o elevado endividamento das empresas tecnológicas e com o facto de essa dívida estar a crescer a um ritmo superior ao das receitas e dos lucros”, referem os analistas da XTB.

O acordo do Irão com os Estados Unidos não foi capaz de atenuar as perdas e acalmar os investidores. Contudo, a reabertura do estreito de Ormuz tem feito com que o tráfego de navios volte ao normal e que o preço do petróleo continue em queda, estando o Brent a ser negociado à volta dos 77 dólares por barril.

As negociações de paz têm afetado o preço do ouro, que tem caído. “O metal precioso está sob pressão devido à força do dólar, em particular após a inclinação hawkish da Reserva Federal na semana passada. Outro fator de pressão para o ouro é a incerteza em torno das negociações entre os EUA e o Irão para pôr fim à guerra e restabelecer a normalidade do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz”, afirma Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe.

“Os investidores continuam relutantes em antecipar uma resolução total do conflito, receando novos agravamentos que possam desencadear novos picos nos preços da energia e uma subida da inflação. Neste contexto, o ouro poderá continuar sob pressão, uma vez que uma quebra sustentada abaixo dos 4.100 dólares poderá abrir caminho a novas quedas em direção aos 4.000 dólares, sobretudo se as conversações em curso na Suíça não convencerem os investidores de que existe uma perspetiva realista de, definitivamente, pôr fim ao conflito e restaurar a estabilidade no Golfo Pérsico”, aponta.