O S&P 500 arrancou a sessão com ganhos de 0,13% para 7.145,23 pontos, o industrial Dow Jones subia 0,75% para 49.247,86 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite subia 0,02% para 24.677,13 pontos.
“Wall Street arranca em alta, numa sessão marcada pelas decisões de taxas de juro do BCE e do Banco de Inglaterra, que parecem ter animado os investidores, ao colocarem as decisões futuras de taxas de juro dependentes da observação de dados de inflação e impacto económico, ao invés de avançarem já com eventuais sinalizações de subidas de juros”, refere a análise da MTrader.
A bolsa de Nova Iorque vive um dia muito intenso em termos de reações a contas empresariais, com destaque para os números de Alphabet, Meta Platforms, Amazon, Microsoft, Qualcomm, Eli Lilly e Caterpillar.
Mas na primeira hora de negociação o Dow Jones acelerou (sobre 1,2%) e os S&P e Nasdaq travaram e estão já em terreno negativo, de -0,04% e -0,71%, respectivamente.
As tensões no Irão continuam a aumentar após os últimos relatórios vindos dos Estados Unidos. As tensões no Irão continuam a aumentar após as últimas notícias vindas dos Estados Unidos. Segundo o Axios, o Comando Central dos EUA apresentaria a Donald Trump planos para uma possível ação militar contra o Irão, citando duas fontes com conhecimento do assunto. Isto pressionou os preços do crude, levando o Brent a atingir a cotação mais elevada em quatro anos.
Mas entretanto, os preços do petróleo já estão a corrigir, com o Brent na Europa a recuar 3,17% para 114,29 dólares e o crude do WTI a descer 1% para 105,8 dólares.
Hoje foi dia de dados macroeconómicos. Depois de a economia norte-americana ter afundado no último trimestre do ano passado, pressionada por um “shutdown” na administração federal, o PIB dos EUA conseguiu recuperar e acelerar 2% nos primeiros três meses de 2026, de acordo com o Gabinete de Análise Económica do país. O consumo interno cresceu mais do que o esperado, registando uma subida de 1,6%, beneficiando de um grande aumento na procura por serviços.
Os dados foram conhecidos depois de, na quarta-feira, a Reserva Federal (Fed) norte-americana ter decidido manter as taxas de juro inalteradas – numa decisão menos consensual do que o habitual. O banco central alertou para uma elevada incerteza económica derivado do conflito no Médio Oriente, que tem levado os preços da energia a dispararem sem precedentes.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 0,5% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos últimos três meses do ano passado, e subiu 2% em termos homólogos, foi hoje anunciado.
A estimativa publicada pelo Gabinete de Análise Económica (BEA) está em linha com as previsões dos analistas e do mercado, que ainda não previam um efeito significativo da guerra contra o Irão no desempenho económico do país nesta fase, embora esteja abaixo dos 2,2% previstos.
O aumento do PIB nos primeiros meses do ano reflete principalmente incrementos de 8,7% no investimento e de 12,9% nas exportações.
A despesa de consumo também avançou 1,6%, enquanto a despesa pública aumentou 4,4%, uma aceleração em relação ao decréscimo de 5,6% do período anterior, de acordo com os dados publicados hoje pelo BEA.
As importações aumentaram 21,4%, face à queda de 1% registada no último trimestre de 2025.
As despesas com a defesa aumentaram 2,3%, em contraste com a redução anterior de 10,7%, num contexto marcado pelo início da guerra desencadeada pelos EUA e por Israel contra o Irão no passado dia 28 de fevereiro, cujos efeitos abalaram as economias mundiais, fazendo disparar os preços dos hidrocarbonetos e aumentando a incerteza nos mercados.
Da mesma forma, os dados relativos à despesa federal também revelaram um aumento de 9,3%, em contraste com a queda de 16,6% registada entre outubro e dezembro do ano passado.
Estes dados indicam, segundo analistas, que o conflito no Irão ainda não resultou numa desaceleração da atividade económica e demonstram que o efeito da guerra nos EUA se faz sentir mais nos preços e no aumento da incerteza para os próximos trimestres do que no volume de produção medido neste início de ano.