A burocracia continua a ser vista como um dos principais obstáculos às empresas para criar valor. Na opinião da CEO da Caetano Bus, Patrícia Vasconcelos, esta é a ‘parte que nos impede de fazer mais rápido aquilo que queremos e vemos lá fora a acontecer’.

Durante a conferência anual da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), que se realizou esta quarta-feira, 27 de novembro, na Universidade do Minho, no campus de Guimarães, e da qual o Jornal Económico foi parceiro, a CEO da Caetano Bus explicou que esta temática ainda afeta as empresas na sua capacidade de competir internacionalmente.

Em sua intervenção, Patrícia Vasconcelos destacou as dificuldades enfrentadas nos testes para veículos autónomos, que ‘mesmo dentro de portas’ são difíceis, enquanto noutros países, como na China, ‘andamos nesses veículos, as coisas fluem de uma forma diferente’.

Apesar deste grande desafio, a CEO salientou que a empresa cria valor através do serviço ao cliente: ‘estarmos muito perto do nosso cliente, anteciparmos os problemas’. Para cumprir esses objetivos, e dada a sua presença global, a Caetano Bus conta com parceiros espalhados pelo mundo.

Segundo Patrícia Vasconcelos, eficiência é ‘acompanhar, é antecipar problemas, é o nosso autocarro não ter problemas’. Ela reforça que, cada vez mais, o serviço é mais importante que o produto: ‘O produto tem de ter qualidade, mas é cada vez menos importante. A proximidade ao cliente é mais importante, antecipar o problema’.