Os líderes empresariais enfrentam uma transformação profunda na gestão de risco e conformidade regulatória devido à instabilidade económica mundial e ao avanço rápido da Inteligência Artificial (IA).
De acordo com o novo estudo “Risk and Compliance 2026: Refining Oversight for a Volatile, AI-Driven World”, feito pela Boston Consulting Group (BCG), os gestores sofrem grandes pressões em três áreas ligadas entre si. São elas as divisões políticas entre países, os problemas nas cadeias de distribuição e o aumento dos ataques informáticos. O relatório teve como base as respostas de mais de 100 diretores seniores de vários setores e regiões do mundo.
O estudo mostra que os modelos antigos de controlo humano já não chegam para acompanhar a velocidade do mercado atual. Por isso, os departamentos de risco precisam de se tornar estratégicos para ajudar as empresas a resistirem às crises.
Pedro Pereira, diretor da BCG em Lisboa, avisa que gerir o risco já não é apenas cumprir regras. Para este responsável, o ambiente atual tem tantas pressões tecnológicas e políticas que conseguir prever os problemas passou a ser obrigatório para a sobrevivência das empresas portuguesas e europeias.
A nível prático, quase todos os diretores admitem ter muitas dificuldades em lidar com leis diferentes e contraditórias entre países. Além disso, a maioria assume que não tem controlo total sobre a origem e o caminho dos seus produtos, e que as suas defesas contra ataques informáticos ainda precisam de melhorar.
Para tentar resolver estas falhas, mais de 90% das empresas querem gastar mais dinheiro em tecnologia e IA. Contudo, o documento revela que a IA ainda é usada apenas em pequenos testes e experiências, sem estar integrada no dia a dia dos negócios. A BCG defende que as empresas precisam de mudar os seus métodos de trabalho e desenhar novos modelos focados na tecnologia para garantir a segurança no futuro.