Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa, foi condenada em recurso a uma pena de inelegibilidade de 45 meses, dos quais 15 são efetivos. A decisão do Tribunal de Recurso de Paris mantém a incerteza sobre sua candidatura às eleições presidenciais.
O tribunal ajustou as penas considerando "a liberdade de candidatura" e "a livre escolha dos eleitores", princípios fundamentais da democracia. Como pena principal, ela foi condenada a três anos de prisão, com dois suspensos, sendo que o ano de prisão efetiva deverá ser cumprido sob vigilância eletrônica.
Marine Le Pen já havia condicionado a candidatura à ausência de uma condenação que implicasse o uso de pulseira eletrônica, afirmando que "quando se é candidato às eleições presidenciais, é necessário ter total liberdade de movimentos". A expectativa é que ela se manifeste oficialmente no jornal televisivo do canal TF1.
A presidente do Reagrupamento Nacional (RN) foi considerada culpada por desvio de fundos públicos europeus, enquanto deputada ao Parlamento Europeu, e cumplicidade no crime como presidente do partido. Além da inelegibilidade, ela foi multada em 100 mil euros.