Os sindicatos da UGT acusam os bancos subscritores do ACT do setor bancário de manterem uma proposta “de 2%” para salários e pensões, classificando-a como insuficiente face aos lucros registados e ao impacto da inflação.
Depois de meses de negociação, Mais, SBN e SBC dizem que o Grupo Negociador das Instituições de Crédito continua “irredutível” na proposta de atualização de 2%, apesar de o primeiro trimestre ter sido positivo e de 2025 ter sido um ano “excecionalmente bom” para a banca.
Segundo a nota sindical, a reunião de 21 de maio terminou com os sindicatos a avisarem que não querem prolongar “reuniões infrutíferas” e que, sem evolução na proposta, poderão recorrer a “outros mecanismos” para garantir a valorização dos rendimentos.
A revisão do ACT começou, segundo o texto, com a discussão sobre a melhoria das reformas, incluindo a correção de procedimentos ligados à articulação entre Segurança Social e fundos de pensões.
Os sindicatos afirmam que, após quatro reuniões, as instituições de crédito recusaram alterar o regime em vigor quanto à forma de cálculo e aos valores das pensões de reforma.
Na posição dos bancos, a prudência justifica a proposta, invocando a incerteza internacional.
Os sindicatos contrapõem que essa prudência não deve recair apenas sobre salários e pensões, defendendo que a subida dos preços e o contexto geopolítico tornam urgente um acordo “justo” e acima dos 2%.
A estrutura sindical espera que as instituições revejam a posição e permitam fechar o processo com aumentos que consideram adequados para trabalhadores e reformados.
Em tom duro, a nota termina com a ideia de que os bancários “merecem e precisam” de uma valorização mais significativa.