O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou hoje que a diferença entre o défice previsto pelo Banco de Portugal (BdP) para 2026 e a projeção do Governo é “marginal e dentro do erro normal”. As declarações foram feitas em Lisboa, após uma conferência sobre os desafios da economia portuguesa.

O BdP estima um saldo negativo de 0,2% do PIB para 2026, enquanto o Governo projeta um saldo nulo. “Quando o Banco de Portugal projeta 0,2% está dentro de uma margem de erro perfeitamente normal. Nós estamos a projetar zero, a diferença não é significativa”, sublinhou o ministro.

Miranda Sarmento recordou que já tinha admitido a possibilidade de um “pequeno défice” este ano, devido a impactos externos como tempestades e tensões geopolíticas no Médio Oriente, que afetaram os preços dos combustíveis e a confiança dos agentes económicos. Contudo, reiterou que para 2025 a meta é de um “superavit robusto”.

O governante salientou ainda que a despesa primária líquida estabilizou em percentagem do PIB e que não há “agravamento ou descontrolo” das contas públicas. O BdP, nas suas análises, “salienta que a situação orçamental de Portugal é bastante robusta”, acrescentou.

De acordo com as novas projeções do banco central, Portugal poderá registar défices de 0,5% do PIB em 2027 e 2028, mantendo-se a previsão de crescimento económico de 1,8% para este ano.