A dívida de Angola com a China, o maior credor angolano até ao ano passado, caiu para 12,9 mil milhões de dólares (cerca de 11,09 mil milhões de euros) em 2025, de acordo com informações divulgadas pelo embaixador chinês em Luanda, Zhang Bin.

O diplomata adiantou que a dívida externa a Pequim, que em 2024 representava cerca de 40% de toda a dívida externa angolana, deverá recuar ainda mais para os 11 mil milhões de dólares americanos.

Num encontro com a imprensa transmitido pela Angop, Zhang Bin afirmou que a redução é fruto do “esforço contínuo de Angola em amortizar o passivo e renegociar os termos de pagamento, permitindo a libertação de receitas anteriormente cativas em contas de garantia”. A dívida chegou a rondar os 24 mil milhões de dólares (20,63 mil milhões de euros).

“A questão da dívida já não é um problema para as nossas relações. Estamos a discutir, depois de terminarmos este empréstimo com o petróleo como garantia, futuras formas de financiamento entre os dois governos”, sublinhou o embaixador.

Em março, a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, esteve na China para uma visita de trabalho onde a dívida e novas fontes de financiamento e parcerias estiveram na agenda. Quanto ao volume de negócios, o diplomata chinês apontou “uma ligeira descida” para 20,88 mil milhões de dólares (cerca de 17,95 mil milhões de euros), em resultado da queda do preço do petróleo nos mercados.