No programa Casa Comum da Renascença, o ex-deputado do PSD Duarte Pacheco manifestou-se "perplexo" com o anúncio do Fundo Soberano de Portugal, feito pelo primeiro-ministro Luís Montenegro no encerramento do último Congresso do PSD. Pacheco traçou um paralelo crítico com a governação de Sá Carneiro e a Aliança Democrática (AD) de 1980, sugerindo que a atual proposta representa um desvio dos valores liberais e de responsabilidade fiscal que marcaram aquele período histórico.

Durante a intervenção, Duarte Pacheco elogiou o Fundo para Catástrofes, uma ferramenta que considera essencial para a resiliência nacional. No entanto, manifestou sérias reservas quanto ao Fundo Soberano, questionando a sua utilidade, transparência e impacto orçamental. Além disso, defendeu que as autarquias devem ser excluídas da gestão da Linha de Cascais, argumentando que a centralização decisória é fundamental para a eficiência do serviço.

As declarações surgem num momento de intensos debates sobre a direção económica do país e refletem as divisões internas no seio do PSD acerca do papel do Estado na economia.