A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, afirmou esta quarta-feira que o Governo nunca equacionou a introdução de um regime de trabalho social, em resposta às críticas sobre a reforma laboral. “Nunca falámos em trabalho social. Não há recuo, porque esse nunca foi um tema em cima da mesa”, declarou, sublinhando que a proposta governamental visa apenas modernizar e flexibilizar o mercado de trabalho.
Em declarações aos jornalistas, a governante também abordou as negociações em torno da Prestação Social Única, revelando que o Chega teria sido o parceiro preferencial para discutir a medida. “O Chega teria sido parceiro preferencial”, afirmou, indicando que o partido liderado por André Ventura mostrou-se mais alinhado com a visão do Executivo para a reforma da proteção social.
Apesar da rejeição parlamentar da reforma laboral, a ministra mostrou-se determinada em continuar com o processo. “Lá iremos outra vez sem dúvida. A reforma laboral é inevitável, é como o nascer do Sol. Temos que a fazer”, disse, assegurando que o Governo apresentará novas propostas para modernizar as relações laborais.
Palma Ramalho frisou ainda que a reforma é essencial para responder às necessidades do mercado atual, promovendo mais emprego e competitividade sem pôr em causa os direitos dos trabalhadores.