A Estoril-Sol fechou 2025 com prejuízos mais pesados, pressionada pela quebra da atividade no Casino do Estoril e pelo peso das imparidades, apesar de o negócio online continuar a gerar resultados robustos.
O prejuízo atribuível aos acionistas da empresa-mãe agravou-se para 25,3 milhões de euros, contra 12,1 milhões de euros negativos em 2024. O grupo registou um resultado líquido consolidado negativo de 17,9 milhões de euros, impulsionado sobretudo pela concessão do Estoril, pelas imparidades e pela subida dos custos operacionais.
As receitas brutas combinadas de jogo do grupo territorial e online caíram 2% para 207,3 milhões de euros, enquanto as receitas de jogo líquidas de imposto recuaram 3% para 111,4 milhões de euros. A empresa diz que as receitas de jogo territorial ascenderam a 151,6 milhões de euros, um decréscimo de 4% face a 2024, apesar do desempenho positivo registado no Casino de Lisboa.
As receitas de jogo online do Grupo Estoril Sol cresceram 3% em 2025, com desempenhos distintos: crescimento de 5% nos jogos de casino e queda de 7% nas apostas desportivas. A Estoril Sol Digital registou receitas brutas de jogo online de 66,3 milhões de euros, um crescimento de 6,8% face a 2024.
No plano operacional, o EBITDA consolidado baixou 12% para 25,4 milhões de euros, refletindo a pressão sobre os casinos físicos e o aumento dos encargos associados à nova fase da concessão do Estoril. O segmento dos jogos de fortuna ou azar representa 63% do mercado e gerou receitas brutas de 758,9 milhões de euros, crescimento de 12% face ao ano anterior.
Os casinos do Estoril e de Lisboa foram os principais pontos de pressão, com uma perda por imparidade de 13,2 milhões de euros sobre os ativos afetos à zona de jogo permanente do Estoril e uma provisão de 3,3 milhões de euros para reestruturação. Em contraciclo, o negócio online sustentou a operação, com receitas brutas online de 66,3 milhões de euros e resultados positivos próximos de 15 milhões de euros.
A Póvoa de Varzim deixou de ser um contributo estável após o término da concessão em 30 de abril de 2026, e a concessão do Estoril mantém-se até 2037, mas os capitais próprios da subsidiária precisam de ser reforçados em cerca de 35 milhões de euros. A holding terminou o ano com resultado líquido individual positivo de 25,25 milhões de euros, impulsionado por dividendos recebidos, mas o retrato consolidado do grupo permanece frágil.