Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto foram eleitos porta-vozes do Livre, com a sua lista A a conquistar uma vitória expressiva no 17.º Congresso do partido, realizado no Hockey Club de Sintra, em Lisboa, neste domingo. A lista, que candidata ao Grupo de Contacto (direção), obteve 432 votos, correspondentes a 67,9% dos votos válidos, assegurando 11 dos 15 lugares no órgão executivo.
A lista S, liderada por Rodrigo Brito, conquistou três lugares (132 votos, 20,8%), enquanto a lista V, de Tiago Mota, obteve um lugar (60 votos, 9,4%). Foram registadas 12 abstenções (1,9%). Em comparação com 2024, a lista A reforçou a sua representação, passando de 10 para 11 lugares, enquanto as listas opositoras perderam um lugar conjunto.
No Conselho de Jurisdição, a lista A, encabeçada pelo deputado Paulo Maucho, venceu com 376 votos e sete eleitos, contra 224 votos e quatro mandatos para a lista J, liderada pelo advogado Ricardo Sá Fernandes. Registaram-se 36 abstenções.
Para a Assembleia, o órgão máximo entre congressos, foram eleitos 50 membros (25 homens e 25 mulheres), sendo a deputada Filipa Pinto a mais votada, com 348 votos, seguida por Patrícia Gonçalves (341 votos).
Uma das principais novidades da lista A foi a apresentação prévia dos cargos que os candidatos pretendiam ocupar, com Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto indicados para porta-vozes. Segundo os estatutos do Livre, o cargo de porta-voz é rotativo e escolhido de acordo com o tema a ser abordado externamente.
Rui Tavares, figura central do partido, deixa o cargo de porta-voz após quatro anos, mas permanece na direção com o pelouro da estratégia, comunicação e formação. A lista A também propôs a criação de um novo cargo, o de secretário-geral para gestão operacional e coordenação de equipa, para o qual Tomás Cardoso Pereira foi eleito.
As listas opositoras (S e V) convergiram em críticas a uma suposta excessiva centralização nas figuras dos porta-vozes e do grupo parlamentar, defendendo maior democracia interna e ligação com as bases do partido.