A geoestratégia esteve outra vez no centro das preocupações dos investidores na semana passada, com um novo acordo entre os Estados Unidos e o Irão a mexer nos mercados.
Contudo, os resultados empresariais aliados ao possível acordo entre os Estados Unidos e o Irão impulsionaram os principais índices a chegarem a valores históricos.
A reabertura do Estreito de Ormuz levou à descida do preço do petróleo, que chegou a estar abaixo dos 80 dólares. Esta mesma possibilidade deu “asas às bolsas, que subiram +3% tanto nos EUA como na Europa e marcaram novos máximos históricos”, referem os analistas do Bankinter.
Apesar de entrarmos numa altura em que os resultados empresariais perderam intensidade, os analistas apontam que estes vão continuar “a atuar como apoio das bolsas”.
Esta semana a geoestratégia vai continuar a estar no centro das preocupações, com o decorrer das negociações entre Estados Unidos e Irão. Estas vão ser “determinantes para a evolução dos preços do petróleo, que marcará, por sua vez, a evolução da inflação e as taxas de juros”, referem os analistas.
“A realidade é que com preços do petróleo em c.80 $/barril, o mercado já estaria praticamente a descontar a reabertura do Estreito de Ormuz e um acordo de cessar-fogo quase definitivo, ao qual nós atribuímos pouca probabilidade. Portanto, consideramos que há excesso de otimismo nesta frente e mais probabilidade de deceção do que de surpresa positiva”, declaram.