A corretora Robinhood, liderada globalmente por Vladimir Tenev, confirmou a exclusão de certos mercados de previsão devido aos receios de manipulação do mercado e os riscos associados a insider trading (acesso a informação privilegiada). Um deles são os mercados de menção, em que os investidores ganham ou perdem com o uso de palavras ou frases por parte de figuras públicas em discursos ao vivo.

O presidente da corretora no Reino Unido, Jordan Sinclair, referiu que a Robinhood estava “muito focada” no abuso de mercado e no uso de informação privilegiada, sublinhando que alguns mercados de previsão “não são adequados” aos seus clientes, sendo esta a “forma de navegar” nesse mercado.

A corretora oferece mercados de previsão que estejam em conformidade com as regulamentações através de parcerias com a Kalshi e a ForecastEx, dando prioridade a plataformas regulamentadas.

Mercados de previsão levantam suspeito sobre acesso a informação privilegiada

Os mercados de previsão têm levantado suspeitas relativamente a um possível uso de informação privilegiada pelos seus utilizadores.

Um dos casos foi um utilizador denominado AlphaRaccoon ter conseguido um milhão de dólares (860 mil euros) ao prever 22 dos 23 resultados do ranking “Year in Search 2025” do Google. E este mesmo utilizador terá ganho mais de 150 mil dólares (128 mil euros), em novembro de 2025, ao prever corretamente a data exata de lançamento do modelo Gemini 3.0 da Google.

Foi ainda reportado que uma conta com o nome “Magamyman” encaixou mais de 553 mil dólares (473 mil euros) pouco antes de um ataque matar o líder supremo iraniano, Ayatollah Ali Khamenei.

Existem também suspeitas de um grupo de insiders que terá encaixado mais de 600 mil dólares (513 mil euros), em mercados de previsão, ligados ao cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, de acordo com a Bubblemaps. A mesma empresa referiu que as contas pertencentes ao grupo, três das quais operavam nos mercados de cessar-fogo, também conseguiram tirar lucro em mercados ligados aos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão no final de fevereiro, ao encaixar 1,2 milhões de dólares (um milhão de euros).

Outro caso foi um lucro por parte de um utilizador de mais de 430 mil dólares (367 mil euros) com a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.