A dois dias do Congresso de Sintra, o ainda co-porta-voz do Livre deixa o cargo, mas garante, em entrevista à Renascença, que não conta “deixar de ser uma voz”. Rui Tavares renova o apelo que fez há um ano ao primeiro-ministro para que encete rapidamente negociações com todos os partidos sobre o Orçamento do Estado e não se limite a aproximações com o Chega.
Em declarações à Renascença, Tavares afirmou que as críticas internas e externas sobre a sua liderança “contaram zero” para a sua decisão de não se recandidatar à direção do partido. O político sublinhou que a saída é um processo natural de renovação e que continuará ativo na política, mantendo a sua voz crítica e construtiva.
Questionado sobre o futuro do Livre, Tavares destacou a importância de o partido manter a sua identidade ecologista e europeísta, enquanto se prepara para os próximos desafios eleitorais. O congresso de Sintra, marcado para este fim de semana, deverá eleger a nova liderança e definir as linhas estratégicas para o próximo ciclo político.
Rui Tavares também reiterou a necessidade de o governo liderado por Luís Montenegro iniciar negociações amplas com todos os partidos para a aprovação do Orçamento do Estado, evitando uma dependência exclusiva do Chega, que considera prejudicial à estabilidade política.