O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, foi classificado como um dos melhores do mundo para voos de ligação durante o verão, de acordo com um índice global da AirAdvisor. A infraestrutura portuguesa ocupa a quarta posição global, com uma pontuação de 8,65, integrando o grupo de terminais considerados de baixo risco.

O índice avaliou o desempenho operacional dos 20 principais aeroportos mundiais com base no risco de perda de voos de ligação. O topo do ranking é liderado pelo aeroporto de Estocolmo Arlanda, com a pontuação máxima de 9,30, seguido por Varsóvia Chopin (9,15) e Madrid Barajas (8,65). A fechar o top cinco surge Roma Fiumicino.

Na categoria de baixo risco estão também Barcelona El Prat (6.º), Londres Heathrow e Paris Charles de Gaulle. A presença destes dois megahubs britânico e francês na faixa mais segura do índice constitui um dado inesperado do estudo, segundo a AirAdvisor.

Por outro lado, os aeroportos de Dallas, Chicago, Nova Iorque e Miami, principais portas de entrada para o Mundial de Futebol de 2026, que se inicia a 11 de junho, são os piores para ligações. Dallas/Fort Worth surge na última posição com uma pontuação de 6,15. “Esta infraestrutura constitui um dos pontos-chave de entrada para os adeptos que se dirigem aos estádios do Texas”, referiu a AirAdvisor.

“No verão passado, cerca de um em cada seis voos em Dallas acumulou atrasos superiores a uma hora em dias de operação normal, o que eleva a taxa de disrupção na época estival para os 16,9%”, salienta o índice. Chicago O’Hare (19.º), Nova Iorque JFK (18.º) e Miami Internacional (17.º) completam o nível de perigo crítico nos Estados Unidos.

O índice da AirAdvisor teve por base quatro critérios: frequência de voos com pelo menos uma hora de atraso (45% da pontuação); taxa de cancelamentos (25%); duração média do atraso (15%) e volume total de voos no verão, pontuado inversamente (15%). Cada aeroporto recebeu uma pontuação de 5 a 10, sendo que uma pontuação mais alta equivale a um aeroporto mais seguro.

Anton Radchenko, CEO da AirAdvisor, sublinhou que “as pistas, as restrições do espaço aéreo e os padrões de atrasos que deram origem aos dados do verão passado serão os mesmos” para o Mundial. “A única coisa diferente é o número de passageiros a movimentar-se por eles, e esse número vai aumentar significativamente”, disse.

Radchenko destacou ainda a importância de os viajantes conhecerem os seus direitos. Na União Europeia, uma ligação perdida devido a atraso ou cancelamento pode dar direito a uma compensação fixa de 250, 400 ou 600 euros, dependendo da distância do voo, além de reencaminhamento ou reembolso total. O regulamento aplica-se independentemente da nacionalidade da companhia aérea.

Nos Estados Unidos, não existe uma compensação legal fixa por atraso, mas os reembolsos por voos cancelados e a compensação por embarque negado são garantidos pelos regulamentos do Departamento de Transportes. Radchenko aconselhou os passageiros a “documentar o atraso no portão de embarque e apresentar uma reclamação diretamente ao Departamento de Transportes se a companhia aérea não cumprir as suas obrigações”.