A Linha do Algarve vai arrancar este domingo a operação completamente elétrica, o que permitirá, segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação, “ter viagens mais rápidas, eliminar transbordos e, com a reafetação de automotoras, reforçar a oferta comercial nas Linhas do Oeste e Alentejo”.

Em comunicado, o executivo garante que haverá um “aumento de cerca de 18% da oferta regional (mais frequência nas horas de ponta), ligações diretas entre Lagos e Vila Real de Santo António, reduzindo a necessidade de transbordos, unidades elétricas com mais capacidade (passa de 388 lugares para 536 – em pé e sentados) e com melhores acessibilidades e reforço das ligações entre os principais centros urbanos do Algarve e articulação com os serviços de Longo Curso”.

O investimento para modernizar a linha, que esteve a cargo da Infraestruturas de Portugal, foi de 45 milhões de euros.

“Após a eletrificação da Linha do Algarve e a entrada em funcionamento dos comboios elétricos, a CP Comboios de Portugal irá reafectar as automotoras a diesel às Linhas do Oeste e Alentejo, o que representará um reforço da oferta nos dois traçados”, pode ler-se no comunicado.

O Governo afirma ainda que este investimento “permite reduzir as emissões poluentes e contribuir para os objetivos nacionais de descarbonização do setor dos transportes públicos”.

Citado no comunicado, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, considera que “o investimento em ferrovia e material circulante são estratégicos para o país”, porque “aliam crescimento económico, coesão territorial e sustentabilidade ambiental”.